' Era um turbilhão de emoções e sensações. Eu me sentia perdido. A vida havia me colocado em um oceano de ondas enormes e violentas, que me jogavam de um lado para o outro, a deriva.
Na verdade creio que vivemos permanentemente navegando por esse oceano! A diferença é que a ausência de ondas, ás vezes, nos sugere que temos o domínio das coisas referentes á nossa vida.
Mas somos maus marinheiros, tripulando pequenos barcos, sobre os quais temos algum poder. E esse poder certamente é muito menos do que nossa vaidade nos faz acreditar.
Por isso, quando as ondas vêm, nos sentimos tão perdidos. Não pelas ondas em si mesmas, mas simplesmente pelo fato de que a presença delas faz com que percebamos que não somos tão donos da nossa vida, quanto queremos acreditar!